Escrever
ver
crer.
Desenhar sua letra,
escolher seus gracejos e defeitos.
Dar-se por satisfeito
com o desenho feito.
Sua letra,
seu capricho,
seu lixo.
Seu traço,
seu tato,
seus atos.
“Se
nem
for
terra
se
trans
for
mar.”
Prisioneiro da opinião que tem de si mesmo.
Limitado.
Definido.
Comprimido.
Travado.
Ignorante.
Fechado na tua própria redoma.
Cerceado por tua própria rédea.
Regurgitando teus problemas.
Engessado nos teus recalques.
Nadando na tua própria superfície.
Larga a borda da tua vida.
Afunda.
Aprofunda.
Há mais.
Há outra visão além da tua própria janela.
Não absoluta, não correta, não exata.
Mas outra.
Que vale a pena ser espiada.
Pra te redimir,
te trocar,
te acrescentar,
te renovar.
Amanda Sul, 28 anos, Rio de Janeiro. Jornalista, pós-graduada em Design Digital, trabalha com Mobilidade no O Globo.
Fotografia, design, livros, filmes, discos, museus. Viagens pro meio do mato, incenso, natureza, ashtanga yoga. Comida gostosa e saudável, sorrisos, cachorros. Realizações, expansões, equilíbrios.