Troque o cigarro da manhã por um café da manhã caprichado, feito por você, para você.
Troque o cigarro do caminho pro trabalho por uma olhada no céu. Por uma espreguiçada. Por um sorriso à todas as pessoas com quem você cruzar.
Troque o cigarro da hora do almoço por uma sobremesa gostosa. Por uma salada de frutas. Por aquele livro que você estava querendo comprar.
Troque o cigarro da tarde por uma ligação pra sua mãe. Por um abraço. Por uma água de coco bem gelada.
Troque o cigarro da volta pra casa e coloque os pés no mar. Tire os sapatos. Respire fundo. Se esfregue na areia gelada.
Troque o cigarro da noite por um filme engraçado na tevê. Por uma ligação pra aquela pessoa que sempre te ligou e você nunca fez questão de ligar de volta.
Troque o cigarro antes de dormir por um banho quentinho. Por um hidratante no corpo. Por uma conversa com Deus.
Na hora da ansiedade, troque o cigarro pela calma.
Na hora da raiva, troque o cigarro pela paciência.
Na hora da diversão, troque o cigarro por um sorriso.
Troque as desculpas pela força de vontade.
Troque a dependência pela determinação.
Troque a fuga pelo auto-controle.
Troque a muleta pela fé.
Troque a decepção que você causa em você mesmo e nos outros pelo amor à vida.
“Cigarro: não pára porque não consegue ou não consegue porque não pára?”
Sonia Hirsch
Um velho índio descreveu certa vez os seus conflitos internos.
“Dentro de mim existem dois cachorros.
Um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Eles estão sempre a brigar.”
Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletiu e respondeu:
“Aquele que eu alimentar.”
Eu levantei, mas quis ficar. Ao seu lado, imaculado, de paz. Seus pensamentos, sempre puros, que me envolvem na aura do seu mundo interno, secreto. Mas que tenho acesso direto, e me espelho. Me espelho nos seus atos sinceros de pensar o melhor, sentir o melhor, sempre escolhendo a melhor versão dos fatos, vivendo a melhor realidade.
Se a insatisfação te assola,
muda.
Sempre é possível melhorar.
Sempre há um caminho mais aceito,
mais direito,
mais perfeito.
Sua insatisfação é o reflexo de que algo está errado com seu rumo.
Do mesmo jeito que as doenças te alertam pro mau uso do seu corpo e da sua mente.
Anda, entra em outra corrente.
Você merece mais.
Todos nós podemos ter e ser mais.
Dê uma chance pra sua sorte.
Amanda Sul, 26 anos, Rio de Janeiro. Jornalista, pós-graduada em Design Digital, trabalha como redatora e arquiteta da informação.
Fotografia, design, livros, filmes, discos, museus. Viagens pro meio do mato, incenso, natureza, ashtanga yoga. Comida gostosa e saudável, sorrisos, cachorros. Realizações, expansões, equilíbrios.