Não celebre a vida com a morte

18 Dez 2008 Categoria: Come-come

Presépio

Da boca pra dentro

4 Dez 2008 Categoria: Publicando

Numa mão, açúcar branco.
Na outra, fritura.
No hálito, álcool.
No pulmão, fumaça.

No sangue, colesterol alto.
No dia-a-dia, excessos.
Na bolsa, analgésicos.
No troninho, prisão de ventre.
Naquele trânsito, diarréia.

Sobra
sal na batata,
molho na salada,
enlatado na dispensa,
sangue no cardápio.

Falta
cor no prato,
variedade no menu,
auto-disciplina na vida,
saúde no corpo,
consciência na mente.

Acrescente
cereais,
legumes,
verduras,
frutas,
orgânicos,
naturais.

Diminua
refrigerantes,
açúcares,
corantes,
conservantes,
congelados.

Perca
excessos,
dorzinhas,
doenças,
descontroles,
irritações.

Engolindo qualquer coisa,
refletindo sobre coisa nenhuma,
não te tocas que tua alimentação é teu seguro de vida?

Nossos bosques têm mais vida

31 Out 2008 Categoria: Reedição

Aldo Rebelo bem que tentou. É uma pena que o Brasil não valorize a própria cultura. Dia 31 de outubro é dia do saci-pererê, mas quem se lembra? Você viu alguma criancinha fantasiada de gorrinho vermelho na rua?

O que eu vi foram meninas com chapéu de bruxa e meninos com aranhas pintadas nos rostos. Vi lojas decoradas com abóboras e zumbis. Recebi panfletos de festas que estarão recheadas de morcegos e bolas roxas.

Essa é uma das coisas que eu não entendo. O nosso folclore é fantástico, criativo, cheio de personagens interessantes. É colorido, divertido e, o melhor de tudo: é brasileiro. Por que valorizar criaturas de uma festividade que não tem nada a ver com o nosso país?

Já não basta sermos invadidos pela indústria estrangeira, por terminhos em inglês, um Jesus loiro, um papai noel de roupa vermelha e uma estátua da liberdade em plena Barra da Tijuca?

Eu só posso encarar isso tudo como falta de incentivo das escolas, dos pais e do próprio governo de mudar essa situação. Duvido que as crianças não fossem receber iaras, curupiras, sacis e os outros seres da floresta de braços abertos.

Sei que não devemos fechar as portas para influências externas que são positivas para o país. Mas nossa Constituição é clara quando diz que o Estado deve defender a cultura nacional. E nós também devemos defendê-la. Mas isso acaba sendo só mais um valor perdido no meio de tantos outros, com indivíduos mais padronizados e uma sociedade manipulada, voltada para o consumo.

Já passamos por essa desvalorização antes. E nada aprendemos.
Continuamos sendo pobres índios trocando ouro por miçangas coloridas.

(Publicado em 31 de outubro de 2005. Readaptado em 31 de outubro de 2008.)

Ouro no 27º Prêmio Colunistas

29 Out 2008 Categoria: Publicando

E o hotsite “O que está acontecendo com a Grazi?” levou ouro no 27º Prêmio Colunistas, na categoria “Melhor Aproveitamento da Mídia Digital” e o Grand Prix de “Melhor Website do Ano”.

grazi_home

Ficha:

Agência: Publicidade Interativa
Cliente: L’Oréal Paris / Imédia Excellence

Direção de Criação: Marcio Ismail e Bruno Dreux
Redação: Amanda Sul
Direção de Arte: Renata Saules, Daniel Bonela e Allan Caldeira

WebDesign: Fábio Teles, Saulo Peçanha e Antonio Bilate
Atendimento: Bruno Dreux
Aprovação: Mark Zammit e Marcela Rezende

O valor das virtudes

27 Out 2008 Categoria: Citações

A paciência não é um vitral gracioso para as suas horas de lazer.
É amparo destinado aos obstáculos.

A serenidade não é jardim para os seus dias dourados.
É suprimento de paz para as decepções de seu caminho.

A calma não é harmonioso violino para as suas conversações agradáveis.
É valor substancial para os seus entendimentos difíceis.

A tolerância não é saboroso vinho para os seus minutos de camaradagem.
É porta valiosa para que você demonstre boa vontade ante os companheiros menos evoluídos.

A boa cooperação não é processo fácil de receber concurso alheio.
É o meio de você ajudar ao companheiro que necessita.

A confiança não é um néctar para as suas noites de prata.
É refugio certo para as ocasiões de tormenta.

O otimismo não constitui poltrona preguiçosa para os seus crepúsculos de anil.
É manancial de forças para os seus dias de luta.

A resistência não é adorno verbalista.
É sustento de sua fé.

A esperança não é simples contemplação.
É energia para as realizações elevadas que competem ao seu espírito.

A virtude não é flor ornamental.
É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar e engrandecer no momento oportuno.

Ô de casa

Amanda Sul, 26 anos, Rio de Janeiro. Jornalista, pós-graduada em Design Digital, trabalha como redatora e arquiteta da informação.

Interesses

Fotografia, design, livros, filmes, discos, museus. Viagens pro meio do mato, incenso, natureza, ashtanga yoga. Comida gostosa e saudável, sorrisos, cachorros. Realizações, expansões, equilíbrios.

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