“Sei que me chamam de medo desde o dia em que surgi. Não sei quando foi, mas só sei que nunca parti… Estou debaixo da ansiedade que suspira no teu peito, no labirinto da tua mente que proíbe e que rejeita.
Sou sua certeza secreta de que não vai ter mais jeito: sou seu mais puro reflexo.
Sou som, o som que sai das sombras sem qualquer aviso: o som dos passos do seu maior inimigo.
Estou no rosto sem motivos do inseto que te assusta.
Estou na febre que te toma e te serve de desculpa.
Só respeito quem me olha, me conhece e me domina, medo mesmo só carrego da mente que se ilumina.
Só a clareza vasta e plena me afasta para longe, só clareza me afastará, só clareza me fará parar, só clareza me apagará. Só clareza.”
(Autor desconhecido)