“Sei que me chamam de medo desde o dia em que surgi. Não sei quando foi, mas só sei que nunca parti… Estou debaixo da ansiedade que suspira no teu peito, no labirinto da tua mente que proíbe e que rejeita.
Sou sua certeza secreta de que não vai ter mais jeito: sou seu mais puro reflexo.
Sou som, o som que sai das sombras sem qualquer aviso: o som dos passos do seu maior inimigo.
Estou no rosto sem motivos do inseto que te assusta.
Estou na febre que te toma e te serve de desculpa.
Só respeito quem me olha, me conhece e me domina, medo mesmo só carrego da mente que se ilumina.
Só a clareza vasta e plena me afasta para longe, só clareza me afastará, só clareza me fará parar, só clareza me apagará. Só clareza.”
(Autor desconhecido)
Amanda Sul, 26 anos, Rio de Janeiro. Jornalista, pós-graduada em Design Digital, trabalha como redatora e arquiteta da informação.
Fotografia, design, livros, filmes, discos, museus. Viagens pro meio do mato, incenso, natureza, ashtanga yoga. Comida gostosa e saudável, sorrisos, cachorros. Realizações, expansões, equilíbrios.
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