Eu não acredito mais em dia dos namorados, dia das mães, dia da secretária, nem dia do meio ambiente. Essas datas não servem pra nada, são só dias de obrigações para você provar que o que sente em todos os outros dias é de verdade.
De nada adianta só você mostrar com atitudes sinceras o quanto você ama e se importa com uma pessoa durante todos os outros 364 dias. No dia dos namorados, você tem que bater ponto, com presentinho debaixo do braço, flores, restaurante e motel. Tem. Tudo junto ou pelo menos uma das coisas. É o tal doze de junho. Não programe nada diferente disso para essa data.
Não adianta. O mundo publicitário realmente intoxica as pessoas com essa necessidade de presentear e ser presentado em determinadas datas. Eu, que já não gosto de ver tevê, fico ainda mais agoniada na hora do comercial. Todas as vendas giram em torno da data comercial do momento.
Desconfio de tudo que parece pose.
O que importa são atitudes, sentimentos e vontades reais, em todos os dias.
Mais vale um diazinho qualquer, naquela semana meio morta, onde você está cheia de saudade, doida pra encontrar seu amorzão, e ele aparece na sua porta de surpresa, com um encarte de supermercado recortado em forma de coração. E você olha aquela carinha e tem certeza de que ele te ama, sem que ele precise escrever num cartão ou comprar alguma coisa na intenção de te provar isso.
Claro que é importante estar com quem se ama nesse dia. Mas pisem longe de cinemas, motéis, restaurantes badalados e shoppings. Fujam de presentes comuns e cartões com mensagens decoradas.
Dêem sinceridade, compreensão, amizade, companheirismo! Conversem, brinquem, inovem! Descubram-se mais, amem-se mais!
Presentes não são nada. Têm apenas valores comerciais para lojas de celulares e floriculturas que vendem flores mortas.
Namorados, feliz todos os dias!
(Publicado em 10 de junho de 2005. Readaptado em 12 de junho de 2007.)
