A maioria das pessoas tem a a péssima mania de supervalorizar o outro e nunca estar satisfeito com o que tem. Mas será que é assim mesmo? Será que a grama do outro é sempre mais verde que a nossa?
Tudo de longe é perfeito. Famílias, empregos, filhos, modos de vida.
Mas tudo isso, na verdade, é fruto da nossa imaginação e da nossa cabecinha insatisfeita com nós mesmos.
A tristeza não tem carro de som, com declarações infelizes e pierrots soltando balões pretos no ar.
E assim, de longe, fica parencendo tudo só alegria. Aquela menina sempre sorrindo, aquela família alegre saindo pra passear na praia, aquele casalzinho agarrado na capa das revistas. Mas, quem vai saber o que essas pessoas realmente são?
Vai ver essa menina se esconde atrás de um sorriso forçado e na verdade ela é um poço de grosseria. Vai ver a família feliz indo pra praia se desentende o caminho todo, com os pais emburrados e os filhos querendo estar em outro lugar. Vai ver o casalzinho se agarra nas fotos, mas, na hora de dormir, cada um sonha com um amor perdido.
Acontece, ora bolas, é a vida.
As pessoas falam muito das suas vitórias e camuflam suas aflições - o que faz parecer que a vida do outro é sempre melhor.
Mas não é nada.
A melhor família é a nossa, que a gente conhece bem. O melhor emprego é o nosso, porque foi a gente que conseguiu e é o que sustenta a gente. O melhor namoro é o meu porque quem ama sou eu. E por aí vai. Vamos aprender a valorizar o que é nosso e parar de imaginar como a vida do fulano é tão mais perfeita. Não é nada. Somos todos passíveis dos mesmos erros e sofrimentos, mas também somos assim em relação às alegrias e felicidades.
(Publicado em 21 de fevereiro de 2005.)
Amanda Sul, 26 anos, Rio de Janeiro. Jornalista, pós-graduada em Design Digital, trabalha como redatora e arquiteta da informação.
Fotografia, design, livros, filmes, discos, museus. Viagens pro meio do mato, incenso, natureza, ashtanga yoga. Comida gostosa e saudável, sorrisos, cachorros. Realizações, expansões, equilíbrios.
Laninha
Março 13th, 2007 às 1:45 pm
Oi amiga, qto tempo!!!!!!
voltou com o blog né!!! que legal….
saudades! =)
bjuxxxxxxxxx
Raquel Portilho
Março 16th, 2007 às 3:16 pm
Segundo Zuenir Ventura, é assim, observando a vida alheia, e transformando-a em perfeição, fantasiando sobre o mundo da outra pessoa, é que nasce a inveja.
O melhor é olhar pra frente, se preocupar com as coisas que são importantes pra você, aceitar conselhos e admirar a outra pessoa, sempre lembrando que ela certamente tem problemas, questões mal-resolvidas…
Que bom que você voltou a escrever. No meio de tanta baboseira na web, mais um espaço de lucidez.
Ama, beza.
Helio
Março 21st, 2007 às 11:01 pm
Já reparei isso, especialmente em relação à s famÃlias. Duas pessoas diferentes, em situações completamente diferentes, me disseram que suas famÃlias eram muito boas. Disseram inclusive que eram invejadas por primos e vizinhos. Mais tarde, em ambos os casos, descobri que havia até violência fÃsica… Espantoso! Principalmente por ter sido quase a mesma história em duas situações diferentes.
É por essas e outras que acredito que as melhoras loucuras são as visÃveis. Ficou bonito isso, né? “As melhores loucuras são as visÃveis”. Risos…
Flavia Cavalcanti
Abril 25th, 2007 às 10:38 am
Amandinha,
não resisti e vim visitar seu blog/site.
Tá muito legal! Parabéns!
Eu que já adorava seus textos, agora vou virar “habitué”.
beijinhos
Fá :]